Fundador dos Illuminati da Baviera de 1776, nascido em Ingolstadt em 1748, morreu em 1811. Alcançou o posto de professor em 1772 na Universidade de Ingolstadt. Havia sido educado pelos jesuítas, mas adquiriu uma antipatia por eles, e em sua vida profissional, logo estava em conflito com todo o clero, em parte porque ocupou a cadeira de Direito Canônico, que sempre havia sido ocupada por um eclesiástico. Em conferências com seus alunos, implantou idéias liberais sobre religião e filosofia, e logo percebeu que em uma estreita associação de pessoas iluminadas ou intelectualizadas poderia avançar o desenvolvimento das qualidades morais e intelectuais de si mesmo, bem como nos outros. Esta idéia se materializou como os “Iluminados” ou “Illuminati”, que a princípio não tinha qualquer ligação com a Maçonaria. Em 1777, foi admitido na Loja Theodore do Bom Conselho (traduzido por alguns como Loja Theodore de Atenção), em Munique, e a partir desse momento, ele procurou interrelacionar os assuntos de seu grupo Illuminati com a Maçonaria.
Adam logo formou uma associação com o Barão Von Knigge, um homem capaz e honesto do norte da Alemanha, e os dois poderiam ter conseguido seus objetivos se não fosse pela oposição do clero católico romano. Tanto Weishaupt como Knigge não concordavam com algumas das “interpretações rituais” destes. Da literatura sobre o tema do Iluminismo e das observações cáusticas de escritores maçônicos, podemos supor que essa ordem ou movimento durou um longo tempo, mas todo o drama começou com a organização dos perfectibilistas em 1766 e, 18 anos depois, em 1784, o governo bávaro baniu todas as associações secretas, inclusive a Maçonaria. No ano seguinte, Weishaupt foi dispensado de seu cargo na universidade e banido do país fugiu para Gotha onde encontrou asilo com o Duke Ernest naquela pequena cidade, permanecendo lá até sua morte em 1811. Em Gotha, ele publicou uma série de obras, tratando ser do Iluminismo: “Uma imagem do Iluminismo” 1786, “A história completa das perseguições dos Illuminati da Baviera”, 1785 (onde apenas o primeiro de dois volumes planejados fora publicado), “Uma desculpa para a Illuminati,” 1786; “Um sistema melhorado de Iluminismo”, 1787, e ainda outros.


Os escritores mais aprofundados sobre o assunto dão crédito a Weishaupt pelo fato de sua literatura ser de alto caráter moral de um profundo pensador. É interessante notar que seu associado, Knigge, falou com grande respeito de seus poderes intelectuais. Parece, contudo, que ele era vítima de pelo menos duas forças poderosas: em primeiro lugar, o ódio vingativo da Igreja de Roma e do governo da Baviera e, por outro, o seu próprio julgamento inadequado de como iniciar um movimento secreto revolucionário tendo como fundamentos o Iluminismo.




Adam Weishaupt, Fundador da Ordem Illuminati da Baviera
O Barão Von Knigge